No dia 14 de março de 2023 o Rio Grande do Norte amanheceu sob ataque de criminosos. Prédios públicos, comércios e veículos foram alvos de tiros e incêndios. Ao longo de 11 dias, mais de 300 ações orquestradas por bandidos foram registradas em cerca de 60 cidades.
Segundo a polícia, as ações criminosas foram comandadas por uma facção que atua dentro e fora de presídios. Em troca da suspensão dos ataques, a organização criminosa queria a implementação de visitas íntimas, instalações elétricas e televisões nas celas das penitenciárias estaduais.
Mais de 160 pessoas foram presas, ao longo dos dias de ataque e chefes da facção foram transferidos para presídios federais.
Em visita ao Rio Grande do Norte, o então ministro da Justiça, Flávio Dino, anunciou o repasse de R$ 100 milhões ao estado, para investimentos na área de Segurança Pública. Passado um ano, nem metade do valor foi executado (gasto) pelo governo do estado.
O secretário de Segurança do RN, coronel Francisco Araújo, no entanto, afirma que há vários projetos em execução e que serão pagos com o recurso federal.
"Na verdade foi utilizado e está sendo utilizado. Por exemplo, nós locamos 300 viaturas e, como o contrato é de 30 meses, então a cada mês é pago um valor relativo a essas locações. E há os veículos que foram comprados, nós já compramos 100 veículos, estamos esperando mais 75 chegar, estão em montagem na fábrica. Então logo que a fábrica entregar, eles serão pagos e quitados", disse.
Além dos R$ 100 milhões, o secretário afirmou que o governo federal também garantiu verba para três obras. Entre elas, a do Instituto Técnico Incentivo de Perícia (Itep), que custa R$ 22 milhões. De acordo com Araújo, também há projetos em execução na sede da Polícia Civil, com mais de 50% executado, e o regimento da cavalaria da Polícia Militar em Macaíba, na Grande Natal. "São três grandes obras que passam de R$ 40 milhões", pontuou.
G1